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domingo, 17 de outubro de 2010

Saudade

Reli a carta que você me mandou. Nela você fala que gostava de estar comigo nos meus momentos de crescimento, que gostava quando eu compartilhava. Há algum tempo eu gostaria de compartilhar muitas coisas com você... a minha formatura, os novos planos, tudo o que eu realizei nos últimos meses. Acho que você teria orgulho de mim! Meio bobo escrever um post como se eu estivesse falando com você, mas eu não tenho com quem falar mesmo. E também, é uma saudade que não tem como matar, ela fica lá, às vezes mais latente, mas sempre inerte, é muito estranho, então, por mais bobo que seja, eu tenho que escrever em algum lugar.

No som: U2 (na verdade não é só U2, é todo o nosso playlist :p)
No ar: incenso de alecrim
No coração: muita saudade

segunda-feira, 19 de julho de 2010

qualquer dia, amiga, a gente vai se encontrar

As cartinhas, os desenhos, as músicas, Caetano, Bethânia, U2, as nossas palhaçadas, Murilo Mendes, enfim... Não consigo acreditar que você foi embora, gatam. Também não consigo falar muita coisa, só fico tentando lembrar das coisas boas, mas quando penso que você não está mais aqui, me dá um vazio muito grande. Vai com Deus, menina. Te amo te ad eternum.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Cartinha

Agora tem duas Pâmellas que escrevem no blog e eu não sei qual das duas escreveu isso:

Como alguém que me fez tão mal pode me fazer tanta falta? Eu sei que você não presta nem um pouquinho, que você mente, que você não me quer bem - talvez também não me queira mal, mas certamente não me que bem -, que você é cego e orgulhoso e não acredita em mim, que você fez a sua escolha e por mais que um dia perceba que eu estava certa, nunca vai voltar atrás. Sei também que você não tem (ou não tinha) noção da dimensão do que eu sentia, mas que se você soubesse, isso não mudaria nada. Mesmo assim, sem merecer, eu gostaria que você soubesse que eu também não sei o tamanho do que eu sentia, mas que eu não sinto mais, que agora eu só sinto muita, muita falta de você. Eu sei que a sua vida mudou completamente e que você nem pensa mais em mim, e a minha também mudou, mas apesar de não lembrar a sua idade, seu telefone e milhares de outros detalhes, pelo menos uma vez por semana seu nome aparece na minha cabeça, daí eu lembro dos seus olhos vícios, do seu sorriso largo, do seu cheiro, da sua risada e de todos os momentos bons. Acho que esse é o problema, em nenhum momento eu tive raiva de você - eu gostaria que você soubesse disso também: apesar de tudo, eu nunca tive raiva de você.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Ventos de Outubro
(Lorena Chaves)

"E no meio de tanta gente eu vi você
Olhando da janela os desenhos das nuvens
Os ventos de outubro, que nunca chegam
Te espero, amor, porque tudo que tem você vale a pena

Se lágrimas rolarem no teu rosto
Eu te faço um poema
Pra dizer que elas são em vão
Enxugo os teus olhos com esta canção
Te faço sorrir porque tudo que tem você me faz feliz

Vou deixa a luz acesa, esperar você chegar
Escrever mais alguns versos
Pra dizer que tudo que tem você me encanta
Me encanta

Vou deitar no nosso quarto lilás escuro
Ouvir tua voz seis cordas e mais
Solo de sax e flautas transversais
Imaginar o que seria, o que vai ser
Porque tudo que tem você eu amo"

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Ser loira não é pra qualquer uma... hahaha

Eu ia fazer um post sobre a semaninha péssima que eu tive, falar da fragilidade da vida, do medo de perder alguém querido, da força que a gente encontra nos amigos, mas prefiro resumir tudo e dizer que UFA, PASSOU!!! E agradecer muito muito aos meus amigos, especialmente a Poliana, minha loirinha, que ficou do meu lado all the time e me ajudou demais.

Falando em loirinha, hahaha, foto do meu novo visual:

(ok, não é a melhor foto, mas por enquanto é a única que eu tenho)


segunda-feira, 29 de junho de 2009

Sonho ruim

Tem uma frase que eu gosto muito, acho que é do Flaubert, que é mais ou menos assim: "não é bom tocar nos ídolos; o dourado pode sair nas nossas mãos". Talvez seja isso, nós ficamos muito tempo abraçados e o seu dourado ficou em mim. Agora você tem essa cor opaca, totalmente sem brilho, não chama muita atenção... Há quem diga que você sempre foi assim e, na verdade, só eu te via dourado. Sabe que até faz sentido? Porque hoje, analisando toda a situação, esse seu estado "sem cor" combina muito mais com a pessoa que você é. Pessoas arrogantes, presunçosas, pretenciosas, falsas, mentirosas, preconceituosas, e moralistas como você nunca são muito coloridas mesmo. E depois que você perdeu o brilho, só piorou, você sabe bem disso, eu já te disse. De qualquer forma, o que eu não disse, é que apesar de me fazer mal hoje, eu agradeço o bem que você já me fez. Não te julgo (muito), todo mundo erra, e fica mais fácil errar quando se tem a responsabilidade que você tem. Não te quero mal, só (acho que) não te quero por perto, pelo menos por enquanto.

sábado, 27 de setembro de 2008

L'amour, hum hum, pas pour moi...

Nós já tentamos várias vezes e eu acho que o mais sensato mesmo seria esquecer, mas eu não tenho culpa do insistente frio na barriga que me dá toda vez que você aparece. Hoje eu perdi o sono... Não consigo parar de pensar na conversa que a gente teve quando a gente ainda falava sobre a gente. Não consigo entender porque você não acredita em mim e não consigo acreditar que você tenha entendido tudo o que eu faria pra gente ter dado certo.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

O que você não sabe

Desculpa, mas eu não consigo acreditar que isso doa em você também. Se doesse você não agiria assim, com essa indiferença toda! Quem sofre não come, quem sofre não estuda, quem sofre não trabalha, quem sofre perde o sono, quem sofre vira um zumbi, quem sofre tem a maior dor do mundo. Depois de um tempo quem sofre come, tenta estudar, tenta trabalhar, tenta dormir, continua um zumbi e tem a maior dor mundo. Aos poucos quem sofre se acostuma com a dor e vivendo, a coisa vai andando, sabe? - é por isso que eu não aceito quando você diz que as coisas estão andando, porque não é o que acontece com você -, quem se acostuma com o sofrimento come, estuda, trabalha, dorme, não sente mais vontade de sair na rua gritando, nem de implorar para todos os santos, nem de chorar sem parar, nem de dormir sete dias por semana para não ter que encarar as coisas. Quem se acostuma vai vivendo, fica aquela sombra leve de triteza, pouca gente percebe e a maior dor do mundo vai saindo aos pouquinhos do coração de quem sofria.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Sobre os excessos

Eu sempre tive um pouco de receio de extremos e excessos. Nunca achei saudável. Quando alguém se esconde demais, quando alguém se mostra bem resolvido demais, quando alguém se expõe demais, quando alguém mente demais, quando alguém come demais, quando alguém fuma demais, quando alguém bebe demais, quando alguém é simpático demais, quando alguém é triste demais, quando alguém é feliz demais, quando alguém é fanático demais (?). O excesso vira obsessão, deixa a pessoa cega e desesperada, sem saber como sair disso. E além disso, cortar o excesso significa mudar alguns hábitos (seja o de parar de fumar, parar de mentir, parar de se enganar, parar de comer, parar de beber, etc.) e mudança sempre dói um pouco. Acontece que quem não muda, quem não passa pelo sofrimento da mudança, nunca deixa de ser doente e acaba morrendo de excessos.
:p

quarta-feira, 30 de julho de 2008

instinto maternal

"pam, tô sem comer desde a seis da manha, não tenho dinheiro pro taxi, não sei sair daqui, tô com muita dor, tá chovendo demais, acho que vou pegar uma lotação clandestina, tomara que me deixe no metro"

"pam, eu tô sem hotel, tô na rua, todos os hotéis lotados"

"eu vou lá no tietê, não tem erro, meu, tudo de metrô, daí no dia seguinte eu vou de busão pro rio"


"meu, ela não atende o cel! o que? sei lá onde ela mora, pam! sobrenome? não sei...sei que ela mora lá pro lado do tucuruvi, serve?"

Cólicas de preocupação!

Obs.: Nomes trocados para manter a privacidade das pessoas.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

quinta-feira, 24 de abril de 2008

"Lança, menina, lança todo esse perfume..."

Uma menina de 17 anos, uma vitória no vestibular e muita comemoração.
Uma sala de aula cheia, muitos amigos novos e nada de boas intenções.
Uma festa, a menina de 17 anos e alguns dos amigos sem boas intenções.
Uma carona, muita bebida e boa quantia de lança-perfume.
Um beijo forçado, a resistência e o lança-perfume.
Força, choro, resistência e mais lança-perfume.
Força, alguns gritos, resistência e mais lança-perfume.
Força, lança-perfume e o desmaio.
Força, muita violência e um pouco de sangue.
A menina de 17 anos sem forças e com muita dor.
Muita dor, nada de forças, muita vergonha, muito nojo e silêncio absoluto.

sábado, 5 de abril de 2008

i.mo.bi.li.da.de
estabilidade; impassibilidade; estado do que se não move; que permanece estacionário; apatia; inércia; imperturbabilidade.

in.ca.pa.ci.da.de
falta de capacidade; inaptidão; inutilidade para o serviço; estado da pessoa privada por lei de certos direitos.

fra.que.za
qualidade de fraco; compleição débil; debilidade; fragilidade; fome; cansaço; abatimento; desânimo; falta de resistência física ou moral; imperfeição; defeito.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

(im)previsível

A: Cuidado, querida, você vai se machucar!
P: Ah, vou nada... It's just for fun, eu não me apego!
A: Não? Hehehe. Acho difícil, mas espero que não mesmo.
...
A: Mas por que você tá com ciúmes se você nem se apega?
P: Não é ciúmes. Só queria um pouco de respeito, entende?

Não precisa terminar o post, precisa? É como a minha mãe sempre diz: o ser humano aprende pelo amor ou pela dor.

Ai, que viiida! Tô precisando ir pra Europa! =p

domingo, 27 de janeiro de 2008

Sempre que eu tenho uma dúvida, também tenho uma intuição do que fazer ou, pelo menos, do que não fazer. Mas agora tá difícil, eu não tenho a mínima idéia! Terça-feira tá chegando e existe dentro de mim uma vontade MONSTRA de te abraçar - fugir sem dar satisfações bem no começo da semana, viajar 154km com a grana que eu tava juntando e inventar uma mentira pra faltar no trabalho só pra poder te abraçar e esquecer tudo de ruim que aconteceu -, mas também existe dentro de mim uma raiva enorme de você. Eu não menti quando disse que te perdoei, afinal, apesar de tudo, uma das coisas que eu mais quero agora é que fique tudo bem entre a gente, mas eu me sinto uma otária indo atrás de você assim, entende? Não é orgulho, é um pouco de vergonha, não sei, é estranho porque entre a gente nunca teve isso de orgulho, ou de se segurar pra não "demonstrar demais" um sentimento, esse tipo de coisa... mas eu não sei quando você deixou de ser a gente, nunca achei que isso fosse acontecer e agora não sei se posso acreditar que a gente pode ser a gente. De qualquer forma, eu não tenho como parar o tempo, terça-feira vai chegar e eu ainda tô em dúvida!

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

"que a saudade dói latejada..."

Apesar da semana de coação intelectual, eu tive que parar tudo e vir aqui pra soltar uma coisa que tá me sufocando... Não dá mais, agora eu tô sentido dor física, falta de ar forte demais - que aí já não é mais da bronquite -, então eu tenho que falar logo pra ver se passa e eu consigo cumprir todos os compromissos que estão marcados pro fim do ano. E o fim do ano me lembra tanto você... o fim, e o começo, o carnaval, a páscoa, dia das mães, dia de tudo, e todos os almoços de domingo e as tarde e fins de tarde de domingo, julho, e outubro, outubro, outubro, e o fim do ano, o fim. Poxa, acho que é a primeira vez que a saudade dói grande assim, antes eu sentia só uma saudade boa, quase um orgulho de ter participado da tua vida. Daí que ano passado foi tudo tão dolorido, meio anestesiado, tudo batido, rápido demais: 24 de dezembro - 5 4 3 2 1 - pronto, já é dia 25! Feliz Natal, todo mundo, vamos comer! E ninguém tocou no assunto, e todos os barulhos de tentativas de conversa ou de prato sendo servido eram silenciosamente cruéis - a comida não era a tua, o brinde não foi feito por você, e não foi você quem colocou os pratos na mesa. Olha, pra falar a verdade, eu nem lembro se teve amigo secreto... E mesmo assim foi tudo muito rápido, despreparado, triste, e parecia que era proibido falar alguma coisa sobre os últimos torturantes seis meses. Agora eu te pergunto, minha Dadá, como é que vai chegar outubro? E depois primeirodedezembro e depois, pior ainda, Natal. Natal? Poxa, e com tudo que aconteceu, ninguém mais se fala direito, você era o elo, entende? E a gente tentou manter o elo, você viu, você pediu e a gente tentou, mas não deu. Então agora não existe mais nada... Eu tenho medo, sabe? Eu não conheço outro Natal, não sei como vai ser, queria poder escolher e pular do dia 23/12 pro dia 01/01. Eu penso também nas tuas flores, na tua Santos tão amada, nas coisas da Dadá lá do quarto do fundo, é quase inacreditável ainda, inaceitável. Com quem eu reclamo, por favor? Cadê você pra botar ordem nas coisas? Por aí não tem o princípio do duplo grau de jurisdição?... ai, chega... Voltarei aos livros!

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

"quando talvez precisar de mim, cê sabe que a casa é sempre sua, venha, sim..."

"Vem para que eu possa recuperar sorrisos, pintar teu olho escuro com kol, salpicar tua cara com purpurina dourada, rezar, gritar, cantar, fazer qualquer coisa, desde que você venha, para que meu coração não permaneça esse poço frio sem lua refletida. Porque nada mais sou além de chamar você agora, porque tenho medo e estou sozinho, porque não tenho medo e não estou sozinho, porque não, porque sim, vem e me leva outra vez para aquele país distante onde as coisas eram tão reais e um pouco assustadoras dentro da sua ameaça constante, mas onde existe um verde imaginado, encantado, perdido. Vem, então, e me leva de volta para o lado de lá do oceano de onde viemos os dois" [CFA]

Eu sinto muita, muita falta do teu "jeito tão sem defeito", da sua voz e daquela musiquinha que você cantava pra mim. Eu sinto falta das suas piadas, das suas gargalhadas, das nossas poesias. Eu sinto falta das intermináveis discussões sobre política, ética, moral, justiça e tudo mais até a gente ficar muito puto e você me chamar de parte-da-extrema-direita-elitista-egoísta e eu te lembrar que eu sou tão "poliana" quanto você e te explicar que na verdade os nossos desejos/objetivos são os mesmos, o que muda é o caminho - e, depois de uma pausa, falar, morrendo de rir, que o que você não tinha percebido ainda era que o meu caminho é o mais certo. Eu sinto falta do nosso apelido, dos nossos desenhos, das nossas caretas, das nossas criações malucas, das nossas homenagens. Eu sinto falta de quando a gente bebia uma cerveja e você se fazia de bêbado dançando e cantando funk só porque sabia que eu ia rir um bom tempo sem parar. Eu sinto falta de quando você sumia no fim de semana e daí me ligava pra contar tudo que tinha aprontado e dizer que não estava valendo nem um real. Ou então quando você me ligava pra falar do seu grande e verdadeiro amor que eu tanto admirava. E eu também sinto falta de quando você me ligava todo sério "oi, pode falar?" e eu respondia "posso... tá tudo bem?" e você "tá, sim, mas eu não posso falar agora, te ligo daqui uns quinze minutos", hahaha. Sinto falta de quando você ia me apresentar e as pessoas já sabiam quem eu era porque você já tinha falado muito bem de mim. Eu sinto falta da sua família e de você falando que queria ser meu pai ou meu irmão e que sempre estaria aqui pra me pegar no colo. Eu sinto falta de você cobrando atenção, esperando aceitação e o jeito que você me tratava quando eu fazia manha. Eu sinto falta de ouvir os seus e te contar todos os meus segredos sem limites, sem escrúpulos, sem receios e sem nadinha de vergonha. Eu sinto falta de quando a gente se perdia nos nossos assuntos e tentava disfarçar, mas não dava porque a gente sabia muito bem que a gente se distraía sem querer. Eu sinto falta do seu paulistês exagerado. Eu sinto falta da nossa caixinha colorida onde a gente guardava nossas coisinhas, da nossa flor, sinto falta do nosso mundinho paralelo sem capital e sobretudo de quando a gente não se importava nem um pouco com o que iam pensar... Eu sinto falta de TANTA coisa! E fico aqui pensando como é que você não sente? É impossível, claro que você sente - calado, mas sente. O que será que você fez com tudo isso? Você não pode ter jogado fora porque é tudo muito grande e não cabe "fora", só cabe dentro da gente mesmo.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

verdevício

[em hiato criativo e respiratório, hahaha]

"uma vez uma guia salamantina me disse que o verde era a cor do vício. Eu sempre achei que era 'esperança', mas essa idéia de verde = vício, no pior sentido possível, é muito mais verdadeira. E não me olha assim, isso, fecha os olhos! Pior que mesmo de olhos fechados dá pra saber que são verdes... Eu sei, a culpa não é tua, mas também não é minha, meu bem, NÃO ABRE OS OLHOS, que saco, tu bem sabes que me absorves inteiro assim, tchê! tá, desculpa, mas é que me irrita, eu não quero ser absorvido agora, não te dou abertura pra isso, tudo bem tudo bem, eu sei que tu também não queres me absorver, mas eu sinto muito, tu tens olhos vícios, digo, verdes, e eu não gosto do jeito intenso que eles me tratam..."